Estou solteira na balada – um conto curto e divertido

Estou solteira na balada é um conto curto e divertido. Penso que você vai gostar.

Laura casou-se a pouco tempo, e acreditava que aquele seu novo estado civil era para sempre. Mas não. A separação veio logo. 

Estou solteira na balada. Era a sua primeira festa depois de separada. O que era para ser a celebração da liberdade, teve um desdobramento no mínimo engraçado.

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Estou solteira na balada

Cheguei à balada me sentindo estranha, por um lado poderosa, aquele vestido longo, salto alto, maquiagem ousada.

Toda aquela produção não fazia mais parte da minha vida, foi embora quando mudei o meu estado civil.

Nos seis meses de casada, assumi um estilo bem mais sóbrio, mais dona de casa.

Mas separada a um mês, estava me sentindo livre, inclusive para investir em mim.

E ali era só o começo, retomaria todos os projetos abandonados.

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Todo o tempo dedicado àquela segunda pessoa, Tadeu; e terceira pessoa, Tadeu e eu, seria agora só meu.

Logo no inicio da noite vi que estava sendo paquerada por um bonitão. Nem me dei ao trabalho de me fazer de difícil, afinal não estava procurando um marido, queria só me divertir.

O bonitão colocou as mãos em posição como se estivesse dançando e deu uma mexida nos quadris, enquanto mexia as sobrancelhas em direção da pista de dança: estava me chamando para dançar e eu fui.

Musiquinha dengosa, corpinhos colados, eu estava bem saidinha para a minha primeira balada depois da separação.

Estava mesmo era querendo curtir. Pra ser honesta achando meio estranho, mas ainda assim tentando se divertir.

Bonitão atirado, daqueles que vão direto ao assunto, com mão bobas, bobíssimas, aliás.

Tudo estava legal, mas eu não estava preparada para tanta pressa, até a velocidade três, talvez.

Estava acostumada a muito cafuné, a um longo preparativo antes da festa, talvez até maior que a festa em si, mas eu gostava disto.

Tentei me descolar um pouco dele para pedir menos velocidade, mas meus olhos foram direto num casal.

Estou solteira? Agora é fato

O tal casal estava dançando coladinho, olhinhos fechados, sintonia total, pelo menos é o que parecia.

Tudo normal para uma balada, se o dito cujo não fosse o safado do Tadeu lá se esfregando com umazinha qualquer pouco tempo após nossa separação.

A cena estava ali, clara, na minha frente: Tadeu já estava com outra mulher.

Aquilo pra mim foi como uma espada no coração. Agora era pra valer: “Eu estou solteira mesmo.”

Virei-me para aquele desconhecido novamente e tentei retomar a dança.

Em qual passo mesmo estávamos? Qual música estava tocando?

De repente a balada já não estava mais tão legal, a ideia de liberdade, de retomar os projetos, fazer investimento em mim, de dançar com um bonitão estranho.

Nada era mais tão atrativo assim, o próprio estranho já não parecia mais tão bonitão.

Continuei a dançar distraída, fora do compasso, mas dançando. Aliás, estava mesmo era evitando olhar para o Tadeu, com medo de ver coisa ainda pior.

Quando a música já estava no fim, não resisti e olhei, ele estava segurando a moça pela cintura e ela se jogava para trás, numa finalização da dança.

Nesta hora, ele me viu, tomou um susto e soltou a dita, a fulana só não se estabacou no chão, porque um rapaz a segurou.

A música terminou e ficamos ali, parados e sem saber o que fazer. O desconhecido me trouxe uma bebida que eu bebi de um único gole.

O Tadeu em pé ao lado do balcão, e nossos olhos não saiam um do outro.

Não quero mais brincar

Iniciou-se outra música e quando o desconhecido estendeu a mão para me chamar, alguém me pegou pela cintura.

Aquele toque me era familiar, me virei, era Tadeu me levando para dançar. Nem sabia se devia, afinal estávamos separados, e eu estava ali exatamente para recomeçar a vida.

Enquanto minha cabeça não conseguia pensar, meu corpo me puxava para os braços dele.

Começamos a dançar, era uma musica agitada e nós não conseguíamos acompanhar a batida por mais que tentássemos.

Era como se estivéssemos em câmera lenta e a musica tocando no ritmo normal.

De repente, cessou aquela musica e iniciou-se outra, era a nossa música. Entreolhamo-nos e ele me puxou forte para perto dele e ficamos ali com os corpos juntinhos.

Era tudo tão intenso que esquecíamos de dançar.

Será que era o destino? É certo que quando queremos muito alguma coisa e precisamos de uma justificativa, atribuímos á imposição de Deus ou do destino.

Era uma música popular e tocá-la numa festa era bem normal, mas ali, junto com a nossa historia ela se tornou uma ordem do destino.

Descobrimos naquela hora que não vivíamos um sem o outro. Percebemos o erro que foi  uma separação tão imatura.

As brigas, os desentendimentos, nada tinha importância, apenas estarmos juntos era necessário.

A música terminou, Tadeu me puxou pela mão até a mesa onde ele estava, os amigos parecendo entender a situação, saíram e nos deixaram a sós.

A noite agora era só nossa, começamos a … Bom, o que acontece na balada, fica na balada. Se você não estava lá não saberá o que aconteceu.

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