Diário de Anne Frank, o holocausto pelo olhar de uma adolescente

O diário de Anne Frank, escrito pela própria Anne, tornou-se um dos símbolos do martírio judeu durante o regime de Hitler.

O livro está entre os mais conhecidos do mundo. É uma obra em livro, filme e traduzido para mais de 50 países.

capa do livro diario de anne frank
Diario de anne frank

“O relato pessoal mais emocionante sobre o Holocausto continua surpreendendo e impressionando.” (The New York Times Book Review)

Kity, o diário confidente

Em 14 de junho de 1942, Anne começou a escrever em seu diário, que havia recebido de presente dois dias antes, ao completar 13 anos.

Kity, é o diário nomeado por ela mesma.

Ele seria o responsável pelo documento mais emocionante e fiel do tempo que a garota e sua família ficaram escondidos dos nazistas.

Ela o considerava fiel amigo e confidente. Narrou o cotidiano detalhado de 25 meses no esconderijo, um anexo nos fundos da firma do pai.

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Anne Frank, maturidade aos 13 anos

Anne, nascida em Frankfurt, filha do comerciante judeu Otto Frank, emigrou em 1933 com a família para Amsterdã, na Holanda.

Miep Gies, ajudava como podia a família de Anne Frank no esconderijo, levava livros, notícias e conforto.

Disse que Anne, esperançosa, fazia projetos para quando saísse do anexo. esta informação está também no próprio diário de Anne.

Mas estes projetos não se concretizaram, eles foram pegos e Anne e a irmã, Margot, morreram de tifo tempos depois no campo de concentração.

Otto Frank, o pai de Anne, que nem sabia dos relatos da filha, foi quem cuidou para que o Diário fosse publicado.

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A crueldade vivida no anexo secreto

Com uma linguagem longe de ser infantil, apesar dos treze anos, Anne relata um testemunho detalhado da perseguição nazista aos judeus.

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Anne, esperta, inteligente e avançada para seu tempo, conta aos detalhes toda aquela agressão.

Ela não deixa, contudo, de exprimir toda a sua contrariedade e oposição a um regime tão duro e preconceituoso.

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Apesar de seus treze anos, Anne tem visão política, consciência social e conhecimento da história de dar inveja em qualquer adulto.

O fim do diário, não do sofrimento de Anne Frank

O diário de Anne terminou em 1 de agosto de 1944.

No dia 4 de agosto, todos foram presos e o único sobrevivente foi Otto Frank, pai de Anne, que conseguiu fugir da prisão.

Anne morreu em março de 1945.

Otto recebeu os diários da filha e depois de um tempo resolveu publica-lo realizando assim seu sonho de ser escritora.

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A história de Anne Frank continua

A casa que Anne Frank viveu se tornou um museu. 

Hoje em dia, os quartos na Casa, embora vazios, ainda respiram a atmosfera sentida naquele período de tempo.

Citações do seu diário, documentos históricos, fotografias, pequenos filmes, ilustram os eventos que aconteceram naquele lugar.

Anne, claro, é fonte de inspiração para muita gente e sua história é uma lembrança de uma ferida que mesmo se cicatrizar, deixará uma marca para sempre.

Ninguém continua o mesmo depois da experiência com uma menina doce e forte, que em seus 13 anos precisou passar por tamanho sofrimento.

Se você ainda não leu o diario de Anne frank, considere ler.

Não é uma leitura gostosa, longe disso. É uma história para ver até onde o ser humano pode ir.

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