Enfrentando os Gigantes

Olá coleguinha. Me conte, você gostou do primeiro capítulo da história? Aqui está o segundo capítulo deste livro que escrevi com todo carinho pra você. É uma história curta e de fácil leitura, acho que vai gostar.

No capítulo da semana passada, a batalha dos vegetais, eles descobriram que tinham um problema. Hoje eles estarão frente a frente com o maior inimigo, estarão enfrentando os gigantes. Não deixe de ler e dar sua opinião no final deste capítulo.

a tomate - Cópia

Capítulo 2

Minutos depois todos os vegetais saiam do quarto do menino sem dar nenhum pio. O alvoroço que era comum quando estavam juntos, desapareceu. O que se via eram olhares tristes e preocupados.

– Você tinha razão cenoura, o ambiente está cheio de malfeitores prontos para atacar as crianças. E estes bichos horrendos são fortes e numerosos. Não deveríamos ter visto.

Disse o jiló depois que voltaram para a mesa.

– Temos que matar estes invasores, então?

Perguntou a melancia.

– Não melancia. Você não entendeu? Os invasores sempre existirão, sempre estarão lá.

Disse a cenoura já um pouco impaciente.

-Então o que está errado?

Perguntou o chuchu e a jabuticaba apoiou.

-É cenoura. Explique direito.

A cenoura respirou fundo, deu uma olhada por toda a mesa reparando nos olhos dos vegetais fitados nela e recomeçou.

a batalha na casa de pedrinho

– Tá bom. Vamos lá. Os soldadinhos, que são a proteção do corpo das crianças são capazes de vencer quase todos estes invasores sozinhos. Eles são muito bem treinados e extremamente organizados.

O pepino se ajeitou para ver melhor os movimentos que a cenoura fazia enquanto falava, mas isto não desconcentrou ninguém. Estavam mesmo era interessados em saber melhor aquela história. E a cenoura continuou.

– Eles existem para garantir que as crianças fiquem bem, e são capazes até de morrer para protegê-las. Contudo para vencerem estes inimigos, eles precisam estar fortalecidos, bem alimentados. E isto é o que não está acontecendo porque eles perderam um grande aliado.

-Quem?

Perguntou o limão.

-Nós.

– Nós?

Responderam em uníssono.

-Sim. Nós. Somos a maior parte dos suprimentos que eles precisam para ficarem fortes. Mas como as crianças não querem mais saber da gente, estes soldados estão ficando desnutridos e sem armas para lutarem.

Um reboliço começou novamente na cozinha.

– Nós sabemos que temos alguma importância na vida das crianças, mas não sabíamos que éramos fundamentais.

a pimentao

Falou o pimentão.

-Mas como fazemos? Se eles não querem comer vegetais, então este problema não terá solução.

– Eu tenho uma dica.

Falou a abóbora quase interrompendo a berinjela. Todos se voltaram curiosos para ela.

-Se usarmos a camuflagem, nos escondemos em outros alimentos de forma que as crianças nem nos perceba…

– Eu posso me esconder dentro do chocolate. Assim todas as crianças vão gostar de mim.

Disse o jiló, dando um passo a frente. Todos se olharam e caíram na gargalhada.

– Tinha que ser este mané.

Disse o limão. Mas os vegetais o ignoraram e o morango entrou na conversa.

-Eu não acho certo. Eu odeio ser enganado, não é legal fazermos isto com os outros.

-Eu concordo.

a banana

Disse a beterraba. E percebendo a atenção de todos continuou.

– Mas eu tenho outra dica, crianças amam cores, desenhos e histórias. Deveríamos apelar pelo lado teatral. Somos bons nisto. Quando estivermos no prato podemos fazer coisas que chamam a atenção delas.

-Como o que?

Quis saber o limão.

-Contar história por exemplo.

– Maluca, aí. Desde quando comida pode falar com pessoas.

Ironizou o limão.

-Existem várias formas de contar história, limão, você é tão sabido e não sabia disto?

enfrentando os gigantes

Respondeu a beterraba.

-Verdade, poderíamos formar desenhos no prato usando nossas cores variadas.

Falou o brócolis.

– Perfeito, as refeições vão virar uma festa.

Se animou a banana.

– Boa ideia.

Disse a cenoura, já bem menos cabisbaixa.

-E por onde começamos?

Perguntou a mexerica e a cenoura respondeu:

-Podemos fazer uma lista com o nome de todas as crianças e cada dia passaremos pela casa de uma para incentiva-la a comer vegetais. Será uma batalha árdua, mas muito divertida.

Todos os vegetais se animaram e começaram a falar de uma só vez.

” As coisas estão começando a voltar  ao normal. “

Pensou a cenoura dando um risinho pra si mesmo, antes de chamar a atenção dos bagunceiros.

-Mas vocês entenderam que tudo isto é segredo total para as crianças, não queremos atormenta-las com estes problemas, afinal a alimentação tem que ser um momento prazeroso.

enfrentando os gigantes1

Todos os vegetais balançaram a cabeça concordando e se levantaram rapidamente. Fizeram um círculo, depois juntaram as mãos ao centro e deram o grito de guerra, como sempre faziam antes de uma missão.

Frutas: Escuta aí galera! Se liga no que vamos falar.
Nos somos as frutas e viemos pra agitar.

Legumes: Amigos, não queremos nos gabar,
Mas são os legumes que faz a batalha melhorar

Verduras: Repare que o grupo das verduras não para de crescer,
E qual é nosso lema? Vencer!

Frutas: Frutas

Legumes: Legumes

Verduras: Verduras

Frutas: Vitaminas

Legumes: Fibras

Verduras: Minerais

Todos: Somos oooooos ve-ge-tais.

E cada um partiu para a sua missão.

a cenoura

O que você achou do grito de guerra? E do capítulo dois? No próximo capítulo vai ter ainda mais maluquices.

Deixe sua opinião, ok? abraço e até a próxima.

Este é o link para o próximo capítulo:

 

Socorro, Meu Filho Come Mal

Related posts:

Meu nome é Meirilene Reis. Sou leitora desde os dez anos de idade, quando descobri em ” a marca de uma lágrima” livro de Pedro bandeira, de meu mundo acinzentado uma janela para um mundo colorido, vibrante e cheio de possibilidades. E escritora desde que descobri nas estórias uma forma de expressão, de comunicar o que não conseguia fazer de outra forma. E esta experiência estreita com os livros tem me mostrado que não há limites, para a imaginação nem do leitor nem do escritor, e isto me fascina. A literatura é pra mim um ponto, um eixo, onde em algum momento os mundos das pessoas se encontram, porque ali, tanto na leitura, quanto na escrita, nos despimos de preconceitos, e nos permitimos vivenciar a vida do personagem, que de alguma forma se encontra com a nossa.

Eu adoraria saber sua opinião.