Como eu era antes de você.

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“Se ele amar, sentirá que pode seguir em frente. Sem amor, eu já teria afundado várias vezes.”

Hoje a resenha literária será de um livro que eu gostei muito de ler.

Como eu era antes de você.

Autora: Jojo Moyes – ISBN 8580573297 – Intrinseca – 320 páginas – Romance

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Como eu era antes de você é um livro que criou muita expectativa nos leitores e como todo Best sellers, muita crítica também.

Tamanho o sucesso da trama, que já vendeu mais de 1,5 milhão de exemplares. Virou também uma super produção do cinema.

Em poucas palavras…

O livro conta a estória de Louisa, que no filme foi interpretada por Emilia Clarke “Game of thrones“, se lembra?

 Ela é uma moça desajeitada, que não consegue encontrar seu lugar no mundo, na verdade nem na sua própria casa.

É contratada pela rica família de Will, no filme interpretado por Sam Claflin, “Jogos vorazes“, sim?

Will, um rapaz inteligente, versátil e apaixonado pela vida e pelos esportes sofreu uma grave lesão medular e ficou tetraplégico. Diante da tragédia ele optou pelo suicídio assistido nas Dignitas, Suiça.

 Louisa tem alguns meses para convencer Will a viver.  Seis meses, pra ser mais específica.

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E ela consegue na verdade é conquistar Will,que fica totalmente apaixonado por ela, um amor correspondido.

Mas apesar de ter dado um novo sentido à vida do rapaz, ela não foi suficiente para fazê-lo desistir do suicídio.

Na suíça não é crime a assistência ao suicídio de um doente que deseja colocar fim à própria vida. Contudo há uma série de requisitos que precisa ser atendidos.

É fato que o final do livro desagradou muita gente, mas eu penso que a autora foi coerente, o suicídio assistido foi a primeira ideia do livro, a trama gira em torno disto. Então seria perda de foco, se ele desistisse.

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Mas é totalmente compreensível a indignação de muitos leitores, como é possível ver através das hashtag no Twitter:

#MeBeforeEuthanasia

#ComoEuEraAntesDaEutanásia

Infelizmente nós somos muito julgadores, mas o livro faz pensar, mesmo não concordando, é possível olhar por outro ângulo. E isto é sempre bom.

O ponto de vista da Louisa é de alguém que está de fora, que não sabe o que é viver com a tetraplegia. O ponto de vista de Will é de quem está vivendo a experiência, o que no entanto também não o obriga a ser a favor.  Tanto que o livro coloca vários testemunhos de quem, apesar de ser tetraplégico continua querendo viver.

Discutir um assunto é sempre um ótimo meio de descobrir novas possibilidades.

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Honestamente eu odiei o Will ter morrido, meu lado romântico chorou, mas gostei de poder pensar por outro ângulo, que eu pouco conhecia.

E eu se tivesse que escolher um herói, não seria jamais Will, mas a Louisa, que olhou pra ele independente de sua condição física, se apaixonou por aquele homem incrível atrás da cadeira de rodas ( e cá pra nós, eu também me apaixonei por ele).

E por falar em heróis estão aí nossos atletas que vem  cheios de gás, para as paralimpíadas.

Estes sim todos os dias, decidem pela vida e por vencer as próprias fragilidades.

Conheça também uma estória de atletas, envolvendo romance, crime e vingança.

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Meu nome é Meirilene Reis. Sou leitora desde os dez anos de idade, quando descobri em ” a marca de uma lágrima” livro de Pedro bandeira, de meu mundo acinzentado uma janela para um mundo colorido, vibrante e cheio de possibilidades. E escritora desde que descobri nas estórias uma forma de expressão, de comunicar o que não conseguia fazer de outra forma. E esta experiência estreita com os livros tem me mostrado que não há limites, para a imaginação nem do leitor nem do escritor, e isto me fascina. A literatura é pra mim um ponto, um eixo, onde em algum momento os mundos das pessoas se encontram, porque ali, tanto na leitura, quanto na escrita, nos despimos de preconceitos, e nos permitimos vivenciar a vida do personagem, que de alguma forma se encontra com a nossa.

Eu adoraria saber sua opinião.